Depois de tentar se cacifar ao Governo do Distrito Federal e pressionar o MDB por espaço, o deputado encerra o ensaio ao Palácio do Buriti e aceita disputar a reeleição.
Rafael Prudente passou semanas alimentando a possibilidade de concorrer ao Governo do Distrito Federal. Tentou demonstrar força, movimentou bastidores e quase implorou ao MDB-DF para que sua pretensão fosse tratada como um projeto viável. O balão, porém, não ganhou altitude suficiente.
A decisão partidária colocou cada peça em seu devido lugar. O MDB confirmou apoio a Celina Leão na corrida ao Palácio do Buriti e manteve Prudente como candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados. Na política, também existe o momento em que a realidade bate à porta — e, desta vez, ela não pediu licença.
Prudente agora baixa a bola e retorna, humildemente, ao território onde possui mandato, estrutura e alguma segurança eleitoral. A candidatura ao governo, apresentada como demonstração de independência, terminou parecendo mais uma tentativa de valorização interna do que um projeto efetivamente competitivo.
Ao aceitar a decisão, o deputado evita um confronto que poderia isolá-lo dentro do próprio partido. Sai de cena o aspirante ao Buriti e reaparece o candidato à Câmara. Menos ambição no discurso, mais pragmatismo na urna — e o MDB, finalmente, livre de uma novela que já começava a cansar até os figurantes.






