O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou por mais um ano a emergência nacional relacionada ao Brasil. A medida, assinada nesta terça-feira, 28 de julho, mantém em vigor a declaração estabelecida pela Ordem Executiva 14323, de julho de 2025. O aviso será publicado oficialmente nesta quarta-feira, 29, no Federal Register e encaminhado ao Congresso americano.
No documento, a Casa Branca sustenta que políticas e decisões adotadas pelo governo brasileiro continuam representando uma ameaça “incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos. O texto menciona restrições à liberdade de expressão, censura de conteúdos digitais e ações contra cidadãos e empresas americanas — acusações que Brasília contesta.
Trump também voltou a apontar perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a familiares e apoiadores. A argumentação repete a ofensiva aberta em 2025, quando o governo americano acusou integrantes do Estado brasileiro e decisões do Supremo Tribunal Federal de promover intimidação política, violações de direitos humanos e deterioração do Estado de Direito.
A renovação não cria novas sanções nem ressuscita, por conta própria, a sobretaxa de 40% imposta em 2025. Essa cobrança foi encerrada em fevereiro de 2026, depois que a Suprema Corte decidiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional não autorizava o presidente a instituir tarifas comerciais. A emergência, contudo, permanece — e a diplomacia de Lula ganha mais um ano para tentar apagar um incêndio que, até agora, só mudou de combustível.
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