O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema foi oficializado nesta segunda-feira, 27 de julho, como candidato do Partido Novo à Presidência da República. Durante a convenção nacional da legenda, realizada em Brasília, Zema deixou claro que sua campanha terá um adversário preferencial: o Partido dos Trabalhadores. “Minha bandeira é estar contra o PT”, declarou.
No discurso, o candidato afirmou ter acompanhado os efeitos da crise financeira enfrentada por Minas Gerais e relacionou sua entrada na política à gestão petista. Também mencionou os casos do mensalão, do petrolão e as investigações envolvendo o Banco Master. A mensagem foi direta, sem o verniz habitual das convenções: para Zema, o problema brasileiro não seria a falta de recursos, mas o excesso de corrupção.
Embora tente se apresentar como alternativa à polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, Zema mostrou que sua chamada “terceira via” já nasce com lado e alvo definidos. O ex-governador pretende recuperar a imagem de empresário e gestor alheio à política tradicional, mesmo depois de quase oito anos à frente do governo mineiro — um outsider, digamos, já bastante familiarizado com o lado de dentro.
O Novo ainda não anunciou quem ocupará a vice na chapa. A definição deverá ocorrer até 5 de agosto, data final estabelecida pelo calendário eleitoral para a realização das convenções e escolha dos candidatos a presidente e vice-presidente. Até lá, Zema seguirá tentando ampliar seu espaço na direita e transformar a rejeição ao governo Lula no combustível central de sua candidatura.
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