A Região Metropolitana de Curitiba tem potencial para ampliar a sua rede de transporte público de média e alta capacidade de 114 quilômetros para 206 quilômetros nas próximas décadas.
A projeção faz parte do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana, elaborado em conjunto pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e pelo Ministério das Cidades.
A expansão seria viabilizada por meio de sete grandes projetos focados na implantação de Veículos Leves sobre Trilhos, metrô e novos corredores de ônibus do tipo BRT, exigindo investimentos estimados entre 11,73 bilhões e 22,74 bilhões de reais para atender a uma demanda diária de mais de 915 mil passageiros.
Além do aumento estrutural, a iniciativa projeta impactos diretos na qualidade de vida da população da capital paranaense, prevendo uma redução de 24% no tempo médio gasto nos deslocamentos diários e uma diminuição significativa nos índices de violência no trânsito, com a estimativa de evitar mais de mil vítimas de acidentes por ano.
O levantamento nacional mapeou um total de 187 projetos de mobilidade em 21 regiões metropolitanas do Brasil, totalizando mais de 3 mil quilômetros de infraestrutura.
A avaliação das propostas levou em conta mais de cem indicadores técnicos, incluindo demanda, custos, redução na emissão de gases de efeito estufa e segurança viária.
Em um cenário global onde todos os projetos nacionais fossem implementados, os benefícios sociais ultrapassariam os 400 bilhões de reais.
Haveria uma redução de aproximadamente 3 milhões de toneladas anuais nas emissões de gás carbônico, além do barateamento de 11% no custo das viagens e a geração de mais de um milhão de empregos, impulsionando a demanda por frotas de ônibus elétricos e veículos metroferroviários.
Planejado para um horizonte de trinta anos, o estudo serve como uma base de dados técnicos para orientar estados e municípios na estruturação de transportes integrados e sustentáveis.
Apesar das projeções otimistas, a execução das obras depende de planejamento detalhado, captação de recursos e trâmites administrativos estruturais para sair do papel.




