Dados do Ministério da Justiça mostram que a capital federal manteve, no primeiro semestre de 2026, indicadores de letalidade bem abaixo dos registrados nas principais cidades brasileiras
Brasília encerrou o primeiro semestre de 2026 com a menor taxa de homicídios e mortes a esclarecer entre todas as capitais brasileiras. Foram contabilizados 83 homicídios dolosos e nenhum caso sem esclarecimento inicial sobre a causa, o que representa 5,54 ocorrências para cada grupo de 100 mil habitantes. O resultado coloca a capital federal à frente de Florianópolis, com 7,83, Curitiba, com 8,74, e Belo Horizonte, com 11,51.
Quando o levantamento incorpora feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, Brasília soma 99 mortes violentas intencionais no período: 83 homicídios, 11 feminicídios, dois latrocínios e três lesões seguidas de morte. Mesmo nesse recorte mais amplo, a taxa brasiliense ficou em 6,61 por 100 mil habitantes — a menor do país, abaixo dos índices de Curitiba, Florianópolis e Belo Horizonte.
A liderança confirma uma trajetória que já vinha sendo registrada. Em junho, o DFMobilidade mostrou que o Distrito Federal havia assumido o primeiro lugar nacional nos indicadores de crimes letais. O avanço está associado à integração entre Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e demais órgãos, além do uso de inteligência, videomonitoramento, atuação regionalizada e participação dos Conselhos Comunitários de Segurança. Nada de milagre estatístico: há planejamento, presença do Estado e acompanhamento permanente das áreas mais vulneráveis.
O resultado também consolida uma evolução histórica. O DFMobilidade já havia destacado que o Distrito Federal alcançou a menor taxa de homicídios dos últimos 48 anos. Programas preventivos, como o Viva Flor, reforçam a proteção de mulheres em situação de risco e, segundo a Secretaria de Segurança Pública, nenhuma participante foi vítima de feminicídio desde a criação da iniciativa. Os números do Sinesp são alimentados e validados pelos estados e pelo Distrito Federal e podem passar por atualizações posteriores.




