O ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) confirmou nesta quinta-feira, 23 de julho, que não disputará uma vaga no Senado Federal nas eleições de outubro. Em publicação nas redes sociais, Ibaneis classificou a decisão como uma das mais difíceis de sua trajetória pública, mas rejeitou qualquer interpretação de abandono da política brasiliense. “Nunca desistirei da nossa cidade, da sua gente e da missão que assumi quando entrei na vida pública”, declarou.
A manifestação encerra oficialmente uma pré-candidatura que orientou durante meses a movimentação do MDB e a composição da chapa governista. Com Ibaneis fora da corrida, o partido perde seu principal nome para a disputa majoritária e terá de redefinir sua posição dentro da aliança comandada pela governadora Celina Leão. Como o DFMOBILIDADE já mostrou, a decisão obrigou Wellington Luiz a iniciar uma reorganização do MDB-DF.
Ibaneis, porém, deixou claro que não pretende assistir às eleições da arquibancada. Ele agradeceu ao presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, e citou nominalmente o deputado federal Rafael Prudente e os distritais Wellington Luiz, Hermeto, Iolando, Jaqueline Silva e Daniel Donizet, garantindo que estará ao lado de toda a nominata emedebista. O recado procura preservar sua influência sobre a legenda e impedir que a desistência seja interpretada como uma retirada definitiva do tabuleiro.
Na prática, o anúncio consolida uma nova correlação de forças: Ibaneis permanece como liderança e cabo eleitoral, enquanto Celina assume definitivamente o comando da construção majoritária. A governadora já havia adotado uma postura de estabilidade diante da desistência, conforme registrado na reportagem “A aula de gestão e a postura de Celina Leão diante da desistência de Ibaneis ao Senado”. Ibaneis deixa a urna, mas não o palanque — e, em política, quem conserva voz, partido e aliados continua longe de estar fora do jogo.




