A tradicional fábrica da Ford em Almussafes, localizada na Espanha, iniciará um novo capítulo em sua história ao se tornar a base de produção europeia da montadora chinesa Geely.
A aliança visa dar novo fôlego à linha de montagem que atualmente opera com apenas 40% de sua capacidade total de 450 mil veículos por ano.
Hoje restrita à montagem do utilitário esportivo Kuga, que não alcançou os resultados esperados em vendas, a planta passará por uma profunda modernização para abrigar a fabricação de modelos eletrificados asiáticos.
A estratégia começará com o lançamento do Geely EX2 em 2027, seguido futuramente pelo modelo EX5, permitindo à marca chinesa driblar as pesadas tarifas de importação impostas no continente europeu.
Inaugurada em 1973, a unidade espanhola é considerada uma das mais antigas e relevantes operações da Ford fora dos Estados Unidos, carregando um longo legado na indústria automotiva mundial.
Antes do advento da mecanização avançada, o complexo chegou a empregar 21 mil trabalhadores de forma simultânea e já foi responsável por colocar 9 milhões de automóveis nas ruas.
Seu histórico abriga a produção de veículos que marcaram época e diferentes gerações, como as diversas versões do Fiesta, fabricado de 1976 a 2012, além de modelos inesquecíveis como Escort, Focus, Orion e o popular compacto Ka.
Ao longo de suas cinco décadas de funcionamento, o polo industrial espanhol também demonstrou grande versatilidade ao expandir seu catálogo de montagem, abrigando a fabricação de minivans familiares como Galaxy, S-Max e C-Max, além do clássico sedã Mondeo, utilitários comerciais e até mesmo modelos de outras marcas, como o Mazda2.
Com a oficialização desta nova parceria internacional, o mesmo movimento estratégico adotado pela Geely no mercado europeu ganha um paralelo direto em solo brasileiro, onde a companhia asiática já delineou planos de utilizar a estrutura fabril da Renault, em Curitiba, para iniciar a produção nacional do EX2 ainda no decorrer deste ano.




