O governo dos Estados Unidos concedeu o Green Card ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, garantindo ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro o direito de morar e trabalhar no país por tempo indeterminado. O pedido teria sido apresentado há mais de um ano e aprovado neste mês, após o cumprimento das exigências previstas na legislação migratória norte-americana.
A residência permanente fortalece a posição de Eduardo nos Estados Unidos justamente quando sua atuação internacional permanece no centro da disputa política brasileira. O DFMobilidade já havia mostrado que ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por coação no curso do processo, após ministros entenderem que o ex-parlamentar tentou influenciar, a partir do exterior, processos envolvendo Jair Bolsonaro.
O novo status também amplia a segurança migratória para que Eduardo mantenha sua articulação com integrantes do governo Donald Trump e parlamentares republicanos. Essa aproximação já havia aparecido durante a agenda em que Flávio Bolsonaro levou ao Departamento de Estado a pauta do combate ao crime organizado, reunião que contou com a presença de Eduardo e do jornalista Paulo Figueiredo.
O Green Card, porém, não representa cidadania americana nem imunidade judicial. O residente permanente pode viver e trabalhar legalmente nos Estados Unidos, mas precisa respeitar as leis locais, cumprir obrigações tributárias e não pode votar nas eleições federais. Politicamente, entretanto, a decisão dá a Eduardo uma base duradoura para continuar em território americano — uma porta que o governo Trump, ao que tudo indica, não pretende fechar tão cedo.




