Convenções abrem reta decisiva no DF; veja o calendário da corrida ao Buriti

Foto: Divulgação/Sejus
Foto: Divulgação/Sejus

A disputa pelo Governo do Distrito Federal entra, nesta segunda-feira, 20 de julho, na fase em que intenções políticas precisam virar decisões formais. Até 5 de agosto, partidos e federações poderão realizar convenções para escolher candidatos, definir chapas proporcionais e aprovar coligações. Depois disso, as legendas terão até 15 de agosto para solicitar os registros, enquanto a propaganda eleitoral será liberada em 16 de agosto. O primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro e um eventual segundo turno, em 25 de outubro.

 

No calendário apresentado na publicação, a Unidade Popular abre a temporada em 23 de julho, quando deverá confirmar Samara Mineiro ao Palácio do Buriti. Em 31 de julho, será a vez do Novo oficializar Kiko Caputo. O dia 1º de agosto concentrará duas movimentações importantes: o PSD pretende lançar José Roberto Arruda, enquanto o MDB realizará uma convenção decisiva para escolher entre candidatura própria e apoio à governadora Celina Leão. Em 3 de agosto, o Progressistas deve formalizar Celina à reeleição e confirmar Gustavo Rocha, do Republicanos, como vice; na mesma data, o PSB apresentará Ricardo Cappelli. O ciclo será encerrado, dentro desse recorte, em 4 de agosto, com a confirmação de Paula Belmonte pelo PSDB.

 

A convenção do Progressistas tende a ser o principal ato político dessa sequência. Celina chega ao período decisório com uma composição governista mais adiantada e com Gustavo Rocha preservado na vice, como já mostrou o DFMOBILIDADE ao registrar a confirmação feita pelo Republicanos. O MDB, comandado regionalmente por Wellington Luiz, será observado de perto: a decisão da legenda poderá ampliar a aliança em torno da governadora ou criar uma candidatura concorrente. O movimento ocorre depois da saída de Ibaneis Rocha do GDF e da reorganização dos espaços da antiga coalizão governista.

 

O caso mais delicado continua sendo o de Arruda. Uma convenção pode aprovar politicamente seu nome, mas não apaga o obstáculo jurídico: o ex-governador permanece inelegível em razão de condenações por improbidade administrativa e aposta em uma eventual mudança de entendimento sobre a Lei da Ficha Limpa. O DFMOBILIDADE já mostrou que a inelegibilidade foi mantida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. Assim, enquanto Celina, Cappelli, Paula, Kiko e Samara caminham para a formalização das candidaturas, Arruda chega à convenção com um detalhe nada pequeno: poderá receber a bênção partidária, mas ainda precisará convencer a Justiça Eleitoral.

 

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