A tarifa média das passagens aéreas domésticas no Brasil alcançou o valor de R$ 660,54 por trecho no mês de junho de 2026, conforme divulgado pelo novo Painel de Tarifas Aéreas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
O levantamento aponta que os preços se mantiveram praticamente estáveis em relação aos últimos anos quando considerado o reajuste da inflação, registrando uma alta real de apenas 0,3% em comparação ao mesmo período de 2025 e de 3,1% em relação a 2024.
Embora o valor médio nacional ultrapasse a faixa dos seiscentos reais, a distribuição dos dados revela que a maioria dos passageiros conseguiu viajar pagando menos.
O relatório detalha que 47,2% dos assentos de junho foram comercializados por valores inferiores a R$ 500. No total, cerca de 65% de todas as passagens adquiridas ficaram abaixo da tarifa média.
Esse cenário indica que o cálculo final acaba sendo puxado para cima por uma pequena parcela de bilhetes muito caros, como os 6,3% comercializados por mais de R$ 1.500, que geralmente refletem compras de última hora ou rotas de altíssima demanda.
Por outro lado, as companhias aéreas enfrentaram um forte aumento em seus custos operacionais.
O querosene de aviação, combustível que representa uma das maiores despesas do setor, atingiu o valor médio de R$ 5,66 por litro.
Isso representa uma escalada expressiva de 57,6% na comparação com junho do ano passado, pressionando a rentabilidade das empresas de transporte aéreo.
Para compor esse panorama econômico, a metodologia da Anac contabiliza rigorosamente apenas o valor gasto com o transporte aéreo pelo público geral.
Ficam excluídas da conta as taxas de embarque, serviços adicionais como despacho de malas, e também passagens resgatadas por programas de milhagem ou descontos corporativos.
Com isso, a agência consegue mapear com precisão o real comportamento do mercado, o impacto da concorrência e o reflexo dos custos operacionais no bolso do consumidor brasileiro.




