Celina ‘atropela’ Erika Kokay e cobra trabalho de verdade: “Erika colocou ZERO na saúde”

Foto montagem da Internet
Foto montagem da Internet

Celina sai do pedal, acelera no contra-ataque e cobra Erika Kokay por resultados na saúde do DF

 

A governadora Celina Leão começou a sexta-feira, 17 de julho, sobre uma bicicleta e terminou o vídeo pisando no acelerador do debate político. A caminho do trabalho, ela reagiu às críticas da deputada federal Erika Kokay sobre sua participação em um encontro automobilístico realizado no domingo. “Primeiro que ela tinha que respeitar o pessoal do automobilismo. Aqui, essa comunidade são quase 300 mil pessoas”, afirmou Celina, ao explicar que esteve no evento para prestigiar a piloto Yaya, descrita por ela como “uma corredora nata”.

 

Celina, porém, não se limitou à defesa. Preferiu mudar a pista da discussão. “Eu acho que crítica vale, mas crítica só vale quando a gente faz a nossa parte”, disparou. Na sequência, lançou a cobrança que pretendeu atingir em cheio a adversária: “A deputada Erika, este ano, colocou zero de real na saúde pública aqui do DF. Zero de real. Zero”. A repetição não foi acidente de linguagem. Foi martelo político — três batidas para deixar a provocação ecoando.

 

O movimento retórico foi transparente: em vez de permanecer encurralada na fotografia dentro de um automóvel, Celina levou o confronto para o terreno das entregas, das emendas e da execução orçamentária. “É muito bonito ela fazer críticas, fazer narrativas, mas trabalho de verdade, efetividade, não se sustenta só com narrativas”, concluiu. A resposta reforça uma linha política já adotada pela governadora, que cancelou as comemorações do aniversário de Brasília e anunciou o redirecionamento de R$ 25 milhões para a saúde, medida destacada pelo DFMOBILIDADE. A gestão também participou do processo de nomeação de 1.154 profissionais para reforçar a rede pública.

 

Há, contudo, uma precisão necessária: a afirmação de que Erika destinou literalmente “zero” à saúde não é confirmada de forma ampla pelos registros da Câmara. O portal oficial aponta R$ 14,83 milhões autorizados e empenhados para “Educação e Trabalho na Saúde”, ainda sem pagamentos, além de R$ 5 milhões autorizados para unidades de atenção especializada, mas sem empenho ou pagamento até esta sexta-feira. Portanto, o “zero” de Celina deve permanecer entre aspas e ser apresentado como cobrança política sobre recursos efetivamente executados ou pagos — não como inexistência absoluta de emendas relacionadas ao setor.

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