Governo Lula deixa Brasil fora de cúpula convocada por Rubio contra terrorismo de extrema esquerda

Foto: Marco Rubio
Foto: Marco Rubio

O Brasil foi convidado oficialmente pelos Estados Unidos, mas não enviou representante à reunião ministerial realizada nesta quinta-feira (16), em Washington, para discutir o avanço do terrorismo político de extrema esquerda. O encontro, comandado pelo secretário de Estado Marco Rubio, reuniu autoridades, especialistas e integrantes das forças de segurança de mais de 60 países. Enquanto boa parte do mundo ocupava as cadeiras do debate, o governo brasileiro preferiu deixar a sua vazia.

Rubio afirmou que a violência praticada por organizações marxistas, anarquistas e antifascistas teria sido negligenciada durante anos pela comunidade internacional. O secretário defendeu a reconstrução da arquitetura global de contraterrorismo, com maior compartilhamento de informações, bloqueio de fontes de financiamento e proteção de autoridades e infraestruturas estratégicas. Washington também anunciou restrições de vistos contra pessoas acusadas de apoiar, financiar ou estimular atos violentos.

O Itamaraty alegou que Mauro Vieira tinha compromissos previamente marcados no Brasil, mas a chancelaria não designou outro integrante para representar o país. A decisão chama atenção porque o Brasil enfrenta organizações criminosas com atuação internacional e já havia sido pressionado pelos Estados Unidos a endurecer sua política contra o terrorismo e o narcotráfico. O DFMobilidade mostrou que Lula tentou frear a pressão americana para classificar PCC e Comando Vermelho como terroristas.

A ausência reforça o distanciamento entre Brasília e Washington justamente quando os Estados Unidos ampliam sua ofensiva contra redes extremistas e criminosas transnacionais. Depois de oficializar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, o governo americano agora busca uma coalizão internacional contra a violência política de extrema esquerda. O Brasil recebeu o convite, avaliou a agenda e decidiu ficar de fora — diplomacia também é feita de gestos, inclusive daqueles que o governo prefere não fazer.

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