Flávio critica decisão de Alexandre de Moraes que o proibiu de ver seu pai

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro

Moraes proíbe Flávio de ver o pai até depois do 1º turno, e senador questiona interferência eleitoral

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu, na noite desta segunda-feira (13), à decisão do ministro Alexandre de Moraes que suspendeu por 90 dias suas visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em transmissão intitulada “Interferência nas eleições 2026”, Flávio questionou o alcance político da medida e disparou: “Alexandre de Moraes quer só uma desculpinha para tirar o meu pai da domiciliar”. A restrição deve terminar por volta de 11 de outubro, uma semana depois do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

 

Moraes tomou a decisão depois que Flávio divulgou uma carta escrita pelo pai durante uma visita realizada no sábado (11). No documento, Jair Bolsonaro apresentou o filho como seu porta-voz e pediu empenho dos apoiadores na pré-candidatura presidencial. Para o ministro, o senador utilizou o encontro familiar para contornar a proibição imposta ao ex-presidente de usar redes sociais, direta ou indiretamente, configurando “desvio de finalidade” do direito de visita.

 

Além de afastar Flávio por 90 dias, Moraes deu 48 horas para a defesa explicar se Bolsonaro sabia que a carta seria publicada e encaminhou o caso ao procurador-geral eleitoral para análise de eventual propaganda antecipada. Flávio, por sua vez, sustentou que a punição ultrapassa a discussão sobre uma postagem e atinge diretamente sua relação familiar e sua campanha presidencial — daí a pergunta que agora entra no debate político: trata-se apenas de execução penal ou de uma decisão com efeitos concretos sobre a eleição?

 

A nova ordem endurece o cenário registrado horas antes pelo DFMobilidade, quando Moraes havia apenas rejeitado o acesso irrestrito dos filhos e mantido visitas com horários controlados. O episódio também amplia o confronto relatado na matéria em que Flávio acusou uma operação contra Bolsonaro de produzir uma “cortina de fumaça”. Agora, o relógio judicial corre junto com o calendário eleitoral — e, por coincidência ou não, só para depois que as urnas já tiverem falado.

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