O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou o pedido para que o senador Flávio Bolsonaro e os irmãos Carlos e Jair Renan tivessem livre acesso à residência onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária, em Brasília. A decisão não proíbe os encontros entre pai e filhos, mas impede visitas em qualquer dia e horário, submetendo até a convivência familiar ao cronograma estabelecido pelo STF.
Pelas regras fixadas, os filhos que não moram com o ex-presidente podem visitá-lo às quartas-feiras e aos sábados, em três períodos determinados: das 8h às 10h, das 11h às 13h ou das 14h às 16h. Todos precisam passar por revista e deixar celulares e equipamentos eletrônicos sob a guarda dos policiais responsáveis pela fiscalização da residência.
Flávio, entretanto, também integra a equipe jurídica do pai. Nessa condição, foi autorizado a entrar na residência nos dias úteis, mediante agendamento, por até 30 minutos, entre 8h20 e 18h. Portanto, Moraes barrou o passe livre pretendido pela defesa, mas não fechou completamente a porta ao senador — colocou relógio, revista e controle judicial na entrada.
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses e permanece em casa por razões humanitárias relacionadas ao seu quadro de saúde. Em 3 de julho, Moraes prorrogou a prisão domiciliar e manteve as condições de fiscalização, considerando a medida adequada enquanto durar a recuperação do ex-presidente.
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