Caminhoneiros articulam uma paralisação a partir da meia-noite desta segunda-feira (13), com possibilidade de reflexos em rodovias, portos e centros de distribuição. A mobilização é liderada por associações e sindicatos da categoria, entre eles representantes da Baixada Santista, mas ainda não há confirmação de adesão uniforme em todo o país nem informações oficiais sobre bloqueios nas estradas.
O movimento pressiona o Senado a votar a Medida Provisória 1.343/2026 antes que ela perca a validade, prevista para quinta-feira (16). A proposta reforça a fiscalização do piso mínimo do frete, torna obrigatório o registro das operações por meio do Código Identificador da Operação de Transporte e prevê punições para contratantes que pagarem abaixo da tabela. O texto aprovado pela Câmara também estabelece piso salarial de R$ 5 mil para motoristas empregados em viagens de longa distância.
O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, o Chorão, responsabiliza a condução do Senado pelo risco de paralisação. No Porto de Santos, motoristas foram orientados a permanecer em locais seguros para evitar filas e transtornos. A extensão real do movimento, porém, somente poderá ser medida nas primeiras horas desta segunda-feira — greve anunciada nas redes não é, automaticamente, estrada fechada.
A tensão vinha crescendo desde a disparada dos custos da atividade, cenário já abordado pelo DFMobilidade em Diesel dispara e greve dos caminhoneiros entra no radar. Em março, uma paralisação anterior chegou a ser suspensa após negociações, como mostrou a reportagem Caminhoneiros cancelam greve nacional após acordo sobre o piso mínimo do frete. Agora, o relógio legislativo corre e o Senado volta a ter nas mãos a escolha entre votar ou assistir à insatisfação ganhar as rodovias.




