Flávio tenta barrar tarifaço dos EUA e blindar o Pix

Foto: reprodução
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) levou para Washington uma ofensiva política e comercial contra a proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar tarifa adicional de até 25% sobre produtos brasileiros. A agenda tem dois alvos centrais: impedir que o tarifaço avance e retirar o Pix da linha de fogo da investigação aberta pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA, o USTR, que mira práticas brasileiras em comércio digital, pagamentos eletrônicos, tarifas, propriedade intelectual, etanol, combate à corrupção e desmatamento.

Flávio pediu para participar presencialmente da audiência pública marcada para 6 de julho, na Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos. No documento encaminhado às autoridades americanas, o senador afirma ser contra a taxação de produtos brasileiros e contra qualquer medida direcionada ao sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. A estratégia é sustentar que a punição comercial, em vez de atingir o governo Lula, acabaria pesando sobre exportadores brasileiros, importadores americanos, consumidores dos dois países e setores produtivos que não comandam a política externa brasileira.

O movimento ocorre depois de uma sequência de atritos entre Brasília e Washington. O governo brasileiro afirma que o Pix é uma infraestrutura pública, gratuita, neutra e operada pelo Banco Central, sem discriminação contra empresas estrangeiras. Já o USTR sustenta que determinadas práticas brasileiras prejudicariam empresas americanas e restringiriam o comércio dos EUA. No meio desse choque, Flávio tenta ocupar espaço diplomático próprio, transformando a crise em vitrine eleitoral e em sinalização ao setor produtivo de que a oposição quer diálogo direto com Trump. Diplomacia paralela, nesse caso, virou disputa por microfone — e por prazo.

A tensão já vinha sendo acompanhada pelo DFMobilidade em Lula reage a novo tarifaço dos EUA e mira Flávio Bolsonaro, quando a proposta americana colocou o Pix no centro da crise comercial. O novo capítulo também se conecta à articulação mostrada em Flávio leva pauta do crime organizado a Washington e amplia pressão sobre Lula, que expôs a tentativa do senador de construir uma ponte direta com o governo Trump em temas sensíveis para o Brasil.

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