O Grupo Lufthansa tranquilizou o mercado de turismo e aviação ao garantir que não há risco de desabastecimento de combustível em seus polos europeus para esta temporada.
A declaração afasta o temor de um colapso na malha aérea após meses de forte tensão com o bloqueio do Estreito de Ormuz.
Para contornar a crise e manter a frota voando, as refinarias europeias passaram a operar em capacidade máxima, enquanto a companhia intensificou a importação de querosene da América do Norte e da África.
O anúncio marca uma virada decisiva no setor de mobilidade internacional.
Em abril, a Lufthansa chegou a cancelar cerca de 20 mil voos de curta distância até outubro de 2026 como medida de emergência para economizar combustível.
O corte ocorreu porque o fechamento da via marítima no Oriente Médio travou a passagem de 25% das remessas de combustível de aviação que normalmente abastecem a Europa, fazendo os preços dispararem.
Agora, o cenário é de recuperação da confiança em todo o setor aéreo.
Operadores aeroportuários já aumentaram as reservas de querosene em mais de 60%, e a Lufthansa assegurou o hedge (proteção financeira) de 80% de seus custos de combustível para 2026.
A companhia garantiu que os voos seguirão normalmente para mais de 300 destinos e que não há previsão de novos cancelamentos motivados pelo conflito.




