“Não teria crise do BRB e Master”, diz Celina ao afirmar que foi contra operação e não manteria Paulo Henrique Costa

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A governadora Celina Leão afirmou, nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026, que teria conduzido de forma diferente a relação do Governo do Distrito Federal com o Banco de Brasília (BRB) durante as tratativas envolvendo o Banco Master. Em entrevista concedida nesta manhã, Celina disse que foi contrária à possível aquisição e que, sob sua gestão, a crise não teria ocorrido.

Questionada sobre o que teria feito de diferente caso estivesse à frente do governo à época, a governadora foi direta: “Tudo. Você não teria crise do BRB e Master”.

Celina também afirmou que sua posição contrária à operação já era conhecida publicamente. Segundo ela, não fazia sentido um banco regional se envolver em uma fusão com esse perfil.

“Na época ficou público. Eu fui contrária a essa possível aquisição. Saiu nota na imprensa. Eu achava que soava muito mal, nós somos um banco regional, não havia necessidade dessa fusão”, declarou.

A governadora também tratou da relação com Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. Celina disse que não tinha proximidade com ele e que havia divergências entre ambos.

“Eu não tinha relacionamento com o Paulo. O Paulo não gostava de mim, a gente tinha divergências”, afirmou.

Ao ser perguntada se Paulo Henrique Costa permaneceria no cargo em seu governo, Celina respondeu sem rodeios: “Não, todo mundo sabia que ele não ficaria”.

Segundo a governadora, essa posição já havia sido manifestada antes de qualquer operação envolvendo o BRB. Ela relatou que o setor produtivo chegou a fazer um apelo público pela permanência de Paulo Henrique Costa, mas que sua decisão já estava tomada.

“Fiz reuniões públicas, o setor produtivo chegou a fazer esse apelo público pra mim, numa reunião cheia de gente, antes de qualquer operação, e eu falei que ele não ficaria”, disse.

Celina também afirmou estar tranquila em relação a eventuais citações envolvendo Paulo Henrique Costa. Para ela, a ausência de relação pessoal ou política direta impede qualquer associação concreta.

“Eu sempre fiquei tranquila sobre essa delação”, declarou.

Em outro trecho, a governadora reforçou que Paulo Henrique Costa não teria elementos para vinculá-la à crise.

“As pessoas falam que o Paulo vai falar de você, eu falei que ele vai falar muito mal, porque ele me odiava e a gente não tinha relação. Então assim, ele não tem o que falar de mim”, afirmou.

As declarações reforçam a tentativa de Celina Leão de marcar posição própria na condução do governo e de se afastar das decisões que levaram o BRB ao centro da crise envolvendo o Banco Master. Ao afirmar que foi contra a operação, que não manteria Paulo Henrique Costa e que teria feito “tudo” diferente, a governadora busca transmitir a imagem de uma gestão com autonomia, cautela e responsabilidade sobre o banco público do Distrito Federal.

A fala também consolida um ponto político importante: Celina tenta diferenciar sucessão de continuidade automática. Ao assumir o comando do Palácio do Buriti, a governadora tem procurado demonstrar que herdou problemas, mas que pretende enfrentá-los com decisões próprias. No caso do BRB, ela deixou claro que sua posição era de resistência à operação desde o início.

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