IA acelera cortes na Meta e expõe o novo custo humano das big techs

Foto: Pixabay
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A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, prepara uma nova rodada de cortes que deve atingir cerca de 8 mil funcionários, aproximadamente 10% de sua força de trabalho global. As demissões estão previstas para começar nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026, em meio a uma ampla reestruturação voltada à inteligência artificial.

Segundo informações divulgadas a partir de comunicado interno da empresa, outros 7 mil profissionais serão realocados para quatro novas áreas dedicadas ao desenvolvimento de ferramentas e aplicações de IA. A mudança foi apresentada pela diretora de recursos humanos da Meta, Janelle Gale, como parte de um redesenho para tornar a companhia “mais produtiva” e com equipes mais enxutas.

Na prática, a big tech reduz postos tradicionais enquanto concentra força de trabalho e orçamento em inteligência artificial. É a modernização chegando com crachá novo para alguns e e-mail de desligamento para outros. A empresa também pretende diminuir camadas de gestão e reorganizar equipes em estruturas consideradas mais ágeis.

O movimento ocorre após a maior onda de demissões da história da Meta, entre 2022 e 2023, quando cerca de 21 mil trabalhadores foram dispensados durante o chamado “ano da eficiência” conduzido por Mark Zuckerberg. Agora, a justificativa muda de nome, mas mantém o mesmo efeito sobre parte dos funcionários: menos gente, mais automação e mais pressão por produtividade.

A Meta também ampliou fortemente seus investimentos em inteligência artificial. Relatos de mercado apontam que a companhia elevou a previsão de gastos de capital para 2026, impulsionada por data centers, infraestrutura tecnológica e disputa direta com concorrentes como OpenAI, Google e Anthropic.

O caso reforça uma pergunta que já chegou ao centro do debate econômico: a inteligência artificial vai criar mais empregos do que destruir? No curto prazo, ao menos nas gigantes da tecnologia, a resposta parece menos poética e mais corporativa: cria áreas novas, mas também corta cadeiras antigas sem muita cerimônia.

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