O ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ficará responsável por analisar o pedido de urgência apresentado pelo Partido Liberal (PL) para tentar suspender a divulgação de pesquisa AtlasIntel/Bloomberg sobre a corrida presidencial de 2026. A ação foi protocolada após a divulgação de levantamento que aponta desgaste eleitoral do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em meio à repercussão do áudio envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
A representação foi apresentada no fim da noite de segunda-feira, 18 de maio de 2026. O PL alega que o questionário teria comprometido a neutralidade da pesquisa ao incluir referências ao caso Vorcaro e ao áudio atribuído a Flávio Bolsonaro. Para a defesa do senador, a metodologia teria potencial para induzir respostas negativas dos entrevistados, especialmente em perguntas relacionadas à imagem, rejeição e viabilidade eleitoral do pré-candidato.
Segundo a Veja, o processo inicialmente foi distribuído por sorteio ao gabinete da ministra Estela Aranha, mas depois passou para a presidência do TSE. Na prática, Nunes Marques poderá decidir o pedido liminar ou redistribuir o caso a outro integrante da Corte. É daquelas disputas em que até a metodologia vira personagem principal — e, no Brasil, pesquisa eleitoral nunca entra sozinha em campo.
O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, negou irregularidade. Ele afirmou que o áudio foi apresentado somente após a conclusão do questionário eleitoral, o que, segundo ele, impediria qualquer interferência nos cenários de intenção de voto. Roman também disse que o objetivo foi medir, em tempo real, a percepção dos eleitores sobre o episódio, com segmentação demográfica.
A defesa de Flávio Bolsonaro, por outro lado, sustenta que pesquisas eleitorais destinadas à divulgação pública devem obedecer a critérios rigorosos de transparência, equilíbrio e imparcialidade. O pedido ao TSE busca a suspensão da pesquisa e a apuração de eventual irregularidade eleitoral.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg foi registrada sob o número BR-06939/2026, segundo informações divulgadas pela imprensa. O levantamento aponta impacto negativo do episódio na imagem de Flávio Bolsonaro e reacendeu o debate sobre os limites metodológicos em pesquisas eleitorais que abordam fatos políticos recentes e sensíveis.
Até a publicação desta matéria, não havia decisão final informada pelo TSE sobre o pedido do PL. O caso, no entanto, já entrou no centro da disputa presidencial de 2026 e tende a ampliar a guerra jurídica e narrativa em torno das pesquisas eleitorais.
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