A Justiça do Trabalho determinou que o Metrô de São Paulo mantenha 100% dos serviços e do efetivo nos horários de pico caso a greve dos metroviários seja deflagrada a partir desta quarta-feira, 13 de maio de 2026. A decisão ocorre antes da assembleia da categoria, marcada para a noite desta terça-feira, 12 de maio, e busca reduzir o impacto da paralisação sobre milhões de passageiros da capital paulista.
Pela decisão da desembargadora Maria Cristina Christianini Trentini, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), o funcionamento mínimo deverá ser integral entre 6h e 9h e entre 16h e 19h. Nos demais horários, o serviço deverá operar com ao menos 60% da capacidade. Em caso de descumprimento, o sindicato poderá receber multa diária de R$ 200 mil.
A ordem judicial também proíbe atos que impeçam o acesso de trabalhadores às estações ou dificultem a circulação dos trens. O cumprimento da medida poderá ser fiscalizado por oficial de Justiça, o que transforma a greve, caso aprovada, em um movimento vigiado de perto pelo Judiciário. Greve pode, mas apagão no transporte de massa, nem pensar — essa é a leitura prática da decisão.
O Sindicato dos Metroviários e Metroviárias de São Paulo convocou assembleia para esta terça-feira, às 18h30, na sede da entidade, no bairro do Belém. A pauta central é a possibilidade de paralisação a partir de quarta-feira. A categoria afirma que há defasagem no quadro de funcionários, cobra concurso público, rejeita aumento de custos no plano de saúde Metrus e reivindica avanços em pontos como carreira, participação nos resultados e igualdade salarial.
Segundo o sindicato, o serviço vem sendo sustentado por um número menor de trabalhadores em comparação aos últimos anos, o que, na avaliação da entidade, pressiona a operação e afeta as condições de trabalho. A direção sindical também aponta insatisfação com a condução das negociações pela Companhia do Metropolitano de São Paulo.
Até a consulta mais recente ao painel oficial de status metroferroviário do Estado de São Paulo, as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata, operadas pelo Metrô de São Paulo, apareciam em operação normal. O painel é mantido pelo sistema oficial de acompanhamento das linhas metroferroviárias paulistas.
A decisão judicial não encerra o impasse trabalhista, mas estabelece limites para uma eventual paralisação. Na prática, a assembleia dos metroviários definirá se haverá greve; a Justiça, por sua vez, já definiu que a cidade não poderá ficar sem metrô nos horários mais críticos.
Siga o DFMobilidade nas redes sociais e acompanhe as principais notícias sobre mobilidade, política e transporte público.
Instagram: @dfmobilidade
Facebook: DFMobilidade
YouTube: DFMobilidade
X: @dfmobilidade












