A companhia panamenha Copa Airlines anunciou nesta terça-feira um acordo bilionário com a fabricante Boeing para a aquisição de até 60 aeronaves do modelo 737 Max.
O negócio, avaliado em 13,5 bilhões de dólares em preço de tabela, prevê que as entregas sejam realizadas ao longo dos próximos oito anos.
A transação representa uma das maiores compras de aeronaves já registradas na história da aviação latino-americana e tem como objetivo estratégico consolidar o Aeroporto Internacional de Tocumen, na Cidade do Panamá, como um dos principais centros de conexões logísticas do hemisfério.
A nova encomenda soma-se a uma carteira de pedidos já existente da Copa, que aguarda a chegada de outros 40 jatos firmados em contratos anteriores.
Com isso, a companhia planeja integrar mais de cem novas aeronaves à sua frota, composta exclusivamente por modelos Boeing 737, até o início da próxima década.
A expansão acelerada faz parte de um plano corporativo que visa superar a marca de 500 voos diários e transportar 27 milhões de passageiros anuais até 2029, movimento impulsionado por uma demanda contínua que, apenas em março de 2026, elevou a taxa de ocupação dos voos para 86,7%.
Para a Boeing, o acordo representa um importante voto de confiança e uma grande vitória comercial em um período de reconstrução no mercado, após a fabricante enfrentar anos de atrasos nas entregas e questionamentos sobre o controle de qualidade de suas aeronaves.
A histórica parceria com a Copa Airlines também ganha fôlego com as projeções da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), que espera concluir a certificação oficial das variantes 737 Max 7 e Max 10 ainda antes do final de 2026, o que poderá garantir opções adicionais e maior flexibilidade operacional para a empresa do Panamá.










