Malas sem raio-X colocam voo de Hugo Motta e Ciro Nogueira na mira da PF

Foto: reprodução da Câmara dos Deputados
Foto: reprodução da Câmara dos Deputados

A Polícia Federal investiga a entrada no Brasil de cinco malas que teriam sido liberadas sem passar pelo raio-X no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque, no interior de São Paulo. O caso envolve um voo privado em que estavam o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL).

O episódio ocorreu em 20 de abril de 2024, no retorno de uma viagem à ilha de São Martinho, no Caribe. Segundo a apuração, as bagagens teriam sido conduzidas fora do sistema de inspeção após autorização de um auditor fiscal. A PF apura possíveis crimes de facilitação de contrabando ou descaminho e prevaricação.

A aeronave pertence ao empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, ligado ao setor de apostas online. A presença de parlamentares com foro privilegiado levou o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ministro Alexandre de Moraes foi sorteado relator. Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o processo no prazo de cinco dias.

Hugo Motta confirmou que estava no voo, mas afirmou ter cumprido os protocolos legais no desembarque. A assessoria do presidente da Câmara informou que aguardará a manifestação da PGR. Até a publicação das reportagens consultadas, não havia manifestação registrada de Ciro Nogueira, Dr. Luizinho, Isnaldo Bulhões, do empresário dono da aeronave ou do piloto.

O caso ganha peso político por reunir autoridades de primeiro escalão do Congresso, um empresário do setor de apostas e uma suspeita de falha grave no controle aduaneiro. Em tempos de fiscalização apertada para o cidadão comum, cinco malas passando ao largo do raio-X viram, no mínimo, um enredo que exige explicação pública — e não apenas silêncio protocolar.

A investigação ainda está em andamento e, até o momento, não há conclusão formal sobre eventual responsabilidade dos passageiros. A apuração deve esclarecer se houve apenas uma irregularidade funcional no desembarque ou se a liberação das bagagens sem inspeção envolveu conhecimento ou participação de outras pessoas.

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