Brasil e Estados Unidos anunciaram, nesta sexta-feira, 10 de abril, um acordo de cooperação para reforçar o combate ao tráfico internacional de armas e drogas. A iniciativa conecta a Receita Federal do Brasil ao órgão de fronteiras norte-americano, com foco no compartilhamento contínuo de informações sobre apreensões realizadas nas aduanas dos dois países.
Na prática, o entendimento prevê a troca digital de dados para acelerar a identificação de padrões, rotas e vínculos entre remetentes e destinatários de cargas ilícitas. A medida integra uma agenda bilateral mais ampla de enfrentamento ao crime organizado transnacional.
Segundo o Ministério da Fazenda, o acordo começou a ser estruturado em janeiro de 2026, após visita técnica à região de Foz do Iguaçu, área considerada estratégica por concentrar a Tríplice Fronteira. A expectativa é ampliar a capacidade de resposta das autoridades com base em inteligência compartilhada.
Um dos pilares da cooperação é o Programa Desarma, sistema informatizado da Receita Federal voltado ao rastreamento internacional de armas e materiais sensíveis. A ferramenta permitirá o intercâmbio, em tempo real, de dados sobre apreensões de armas, munições, peças e explosivos, incluindo informações logísticas, origem declarada e números de série.
A proposta é tornar mais ágil a identificação da origem dos produtos e o mapeamento de redes ilícitas que operam além das fronteiras, reduzindo lacunas históricas na integração de dados entre países.
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