Leapmotor confirma produção do C10 e B10 no Brasil

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Montadora aposta em tecnologia inédita e produção nacional para avançar no mercado de eletrificados no Brasil

A Stellantis confirmou nesta terça-feira (6) que vai produzir no Brasil os SUVs elétricos Leapmotor B10 e Leapmotor C10, além de desenvolver no país a primeira tecnologia “REEV flex” do mundo — uma combinação inédita entre eletrificação e motores flex movidos a etanol.

O anúncio marca um novo passo da montadora na estratégia de eletrificação na América do Sul e coloca o Brasil no centro do desenvolvimento global dessa tecnologia.

Produção nacional em Pernambuco

Os dois modelos serão fabricados no Polo Automotivo de Goiana (PE), que já passa por expansão para receber a nova linha da marca chinesa Leapmotor, parceira estratégica da Stellantis.

Segundo a empresa, a produção local é considerada peça-chave para ampliar a presença da marca no Brasil e em toda a América do Sul, consolidando o país como um hub relevante de tecnologia automotiva.

A Leapmotor, que atua no segmento de veículos elétricos, passa a integrar de forma mais profunda a estrutura industrial da Stellantis no país, deixando de ser apenas uma aposta importada para se tornar produção nacional.

O que é a tecnologia REEV flex

O grande destaque do anúncio é o desenvolvimento da tecnologia REEV flex (Range Extended Electric Vehicle).

Na prática, trata-se de um carro com tração 100% elétrica, mas que conta com um motor a combustão — no caso brasileiro, flex — funcionando exclusivamente como gerador de energia para a bateria.

Ou seja:

  • o carro é sempre movido por motores elétricos
  • o motor a combustão não movimenta as rodas
  • ele entra em ação apenas para recarregar a bateria e ampliar a autonomia

A novidade está justamente na adaptação desse sistema para o uso de etanol, algo inédito no mundo e alinhado à realidade energética brasileira.

Estratégia bilionária e olho no futuro

O projeto faz parte de um pacote de investimentos robusto da Stellantis no Brasil, estimado em cerca de R$ 30 bilhões entre 2025 e 2030, voltado à modernização industrial e ao desenvolvimento de tecnologias eletrificadas.

A aposta no REEV flex indica que a montadora não pretende apenas importar soluções globais, mas desenvolver tecnologia local adaptada ao consumidor brasileiro — especialmente em um mercado onde o etanol ainda é protagonista.

Novo capítulo da eletrificação no Brasil

Com a produção nacional dos modelos da Leapmotor e o desenvolvimento de uma tecnologia inédita, a Stellantis sinaliza uma mudança de estratégia: mais do que vender carros elétricos, quer liderar a adaptação da eletrificação às condições brasileiras.

A equação é simples — e ousada: combinar eletricidade com etanol para resolver um dos maiores desafios do setor, que ainda é a autonomia e a infraestrutura de recarga.

Se funcionar como prometido, o Brasil pode deixar de ser apenas consumidor de tecnologia automotiva e passar a exportar soluções para o mundo. E, convenhamos, isso não acontece todo dia. 🚗⚡

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