O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar e deve cumprir prisão domiciliar, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A medida, de caráter temporário, foi autorizada após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República e leva em conta o estado de saúde do ex-chefe do Executivo.
Bolsonaro estava internado em Brasília para tratamento de uma broncopneumonia bacteriana, quadro que chegou a exigir cuidados intensivos. A decisão judicial estabelece que a prisão domiciliar será cumprida por 90 dias a partir da alta médica, com possibilidade de reavaliação ao fim do período.
Mesmo fora do hospital, o ex-presidente seguirá sob rígidas condições impostas pelo STF. Entre as medidas estão o uso de tornozeleira eletrônica, restrição de visitas — limitadas a familiares e advogados — e proibição de uso de telefone celular e redes sociais.
A decisão ocorre no contexto da condenação de Bolsonaro por envolvimento em atos ligados à tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022, processo que resultou em pena de prisão e uma série de medidas cautelares.
Nos bastidores, a concessão da domiciliar reacende o debate sobre critérios humanitários no cumprimento de pena e levanta questionamentos políticos sobre tratamento diferenciado a figuras públicas. Ainda assim, o Supremo sustenta que a medida é excepcional e condicionada exclusivamente ao quadro clínico do ex-presidente.
Enquanto se recupera em casa, Bolsonaro permanece no centro da disputa política nacional — agora, com tornozeleira no tornozelo e lupa redobrada sobre cada passo.




