Flávio Bolsonaro vai a Moraes pedir prisão domiciliar para Jair Bolsonaro e relata melhora no quadro de saúde do ex-presidente
O senador afirmou na noite desta terça-feira (17) que se reuniu com o ministro , no Supremo Tribunal Federal (STF), para reforçar um novo pedido de prisão domiciliar humanitária em favor do ex-presidente .
Segundo o parlamentar, que participou da audiência na condição de advogado ao lado do defensor Paulo Cunha Bueno, o encontro foi “objetivo” e teve como foco principal a situação de saúde do ex-chefe do Executivo. A defesa argumenta que o quadro clínico de Bolsonaro apresenta risco de agravamento caso ele permaneça nas atuais condições de custódia.
De acordo com Flávio, foram apresentados ao ministro elementos técnicos e laudos médicos que apontam comprometimento pulmonar recente, decorrente de episódios de broncoaspiração ligados a crises de refluxo. A defesa também destacou os riscos associados ao uso de medicamentos fortes, que podem provocar tonturas e aumentar a possibilidade de intercorrências, sobretudo durante períodos em que Bolsonaro permanece sozinho.
“O risco de um agravamento existe, principalmente se houver demora no atendimento em caso de emergência”, afirmou o senador, ao relatar que esse cenário poderia ser mitigado com a concessão da prisão domiciliar, onde o ex-presidente poderia contar com acompanhamento contínuo.
A reunião com Moraes ocorreu pouco antes da visita de Flávio ao hospital onde Bolsonaro está internado. Segundo ele, o estado de saúde do ex-presidente apresentou melhora em relação ao dia anterior. “Está dentro do planejado, sem intercorrências, comendo melhor e reagindo bem aos medicamentos”, disse.
Apesar do novo pedido, não há prazo para decisão. Moraes, relator do caso no STF, indicou que analisará a solicitação no momento oportuno.
Este é mais um movimento da defesa na tentativa de obter a substituição da prisão atual por regime domiciliar, agora sustentado por um quadro clínico considerado mais grave. A expectativa dos advogados é de que os novos elementos médicos possam influenciar a decisão do Supremo.
Enquanto isso, aliados acompanham com atenção tanto a evolução da saúde de Bolsonaro quanto os desdobramentos jurídicos — dois fatores que, neste momento, caminham lado a lado no centro da crise.




