DF prepara infraestrutura para receber frota de 90 ônibus elétricos

Foto: Divulgação/Semob
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Foto: Divulgação/Semob DF
O sistema de transporte público do Distrito Federal está prestes a dar um salto tecnológico significativo com a iminente chegada de noventa ônibus cem por cento elétricos

Os coletivos de última geração, fabricados e montados na cidade de Qingdao pela gigante chinesa especializada em infraestrutura de transporte, já estão em trânsito marítimo internacional.

A previsão logística indica que as embarcações devem atracar no porto capixaba de Vitória até o final do mês de março.

Superados os trâmites aduaneiros e o transporte terrestre, a estimativa do governo local é que toda a frota desembarque oficialmente na capital federal ao longo do mês de maio, inaugurando uma fase robusta de modernização no ir e vir do brasiliense.

Para suportar a operação ininterrupta dessa nova tecnologia, um complexo projeto de infraestrutura energética já saiu do papel.

As obras da nova garagem da concessionária responsável pela aquisição avançam a todo vapor na região da Hípica, nas proximidades do Zoológico.

O local abrigará dezoito carregadores de alta potência e três transformadores de grande porte, essenciais para garantir a autonomia dos veículos.

A magnitude do consumo exigiu inclusive uma parceria para a ampliação da subestação local da concessionária de energia, visando suportar o pico de demanda estimado.

Para dar suporte operacional contínuo durante as rotas, o projeto também contempla a instalação estratégica de quatro pontos de recarga rápida diretamente no Terminal da Asa Sul.

A direção da Secretaria de Transporte e Mobilidade enxerga a chegada dos veículos como um avanço prático e inegociável rumo à prestação de um serviço de excelência.

A cúpula da pasta avalia que o investimento maciço representa um compromisso sólido do governo com a inovação tecnológica e com a preservação ambiental, garantindo simultaneamente viagens extremamente silenciosas e confortáveis para usuários e motoristas, além de uma drástica redução na emissão de gases poluentes.

O planejamento operacional da nova frota projeta o atendimento diário de sessenta mil passageiros, conectando os eixos mais movimentados da cidade, como a Rodoviária do Plano Piloto, a Esplanada dos Ministérios, o campus da Universidade de Brasília e o Aeroporto Internacional.

O impacto ecológico da iniciativa ganha ainda mais relevância quando analisado sob a ótica dos números.

Atualmente, a capital já opera de forma experimental com seis coletivos elétricos que transportam mais de cem mil passageiros mensalmente, responsáveis por evitar o lançamento de mais de três mil toneladas de gás carbônico na atmosfera.

Com a expansão para noventa novos carros movidos a baterias inteligentes de emissão zero, os fabricantes calculam que cada ônibus poupará o meio ambiente de cento e vinte e cinco toneladas anuais de dióxido de carbono, o equivalente ambiental ao plantio de quase novecentas árvores.

Todo esse ganho socioambiental demanda fôlego financeiro, uma vez que o custo médio de cada unidade tecnológica beira a casa dos três milhões e quatrocentos mil reais, valor consideravelmente superior aos modelos tradicionais movidos a combustão.

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