Fernando Haddad amplia impostos sobre eletrônicos e mira arrecadar R$ 14 bilhões em 2026

Foto: Ag. Brasil
Foto: Ag. Brasil

Fernando Haddad amplia impostos sobre eletrônicos e mira arrecadar R$ 14 bilhões em 2026

O governo federal, comandado pelo presidente , voltou a avançar sobre o bolso do consumidor. Sob a justificativa de “reequilíbrio fiscal” e fortalecimento da arrecadação, o ministro da Fazenda, promoveu a elevação de tributos que atingem diretamente uma ampla lista de produtos de consumo cotidiano.

Entre os itens impactados estão smartphones, freezers, refrigeradores, painéis com tecnologia LCD ou LED e centenas de outros bens industriais. A medida afeta desde eletrodomésticos básicos até equipamentos eletrônicos amplamente utilizados por famílias de baixa e média renda, encarecendo produtos essenciais em um cenário de renda comprimida e inflação persistente.

A equipe econômica estima que o aumento de impostos possa gerar cerca de R$ 14 bilhões adicionais em arrecadação até 2026. Na prática, trata-se de uma transferência direta de recursos do consumo das famílias para os cofres da União, em um momento em que trabalhadores já enfrentam juros elevados, crédito restrito e perda de poder de compra.

O discurso oficial sustenta que a elevação tributária é necessária para cumprir metas fiscais e garantir previsibilidade ao orçamento federal. Críticos, no entanto, apontam que a estratégia repete uma lógica histórica: tapar desequilíbrios de gastos com mais impostos, sem atacar de forma estrutural o crescimento da máquina pública.

Especialistas do setor produtivo alertam que o encarecimento de eletrônicos e eletrodomésticos tende a reduzir vendas, desestimular investimentos e pressionar a indústria nacional, especialmente em polos que dependem de escala e consumo interno. Para o consumidor final, o efeito é imediato: preços mais altos e menor acesso a bens duráveis.

A iniciativa reforça a percepção de que o ajuste fiscal do governo Lula tem sido feito prioritariamente pelo lado da arrecadação, com impacto direto sobre trabalhadores e consumidores, enquanto reformas mais profundas no controle de despesas seguem fora do centro do debate.

📲 Acompanhe mais análises e bastidores da política econômica no DFMobilidade.
Siga nossas redes e participe do debate.

Comentários

Políticas de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.