O céu limpo, o relevo plano e os ventos constantes da época de seca transformaram a capital federal em um dos principais polos para a prática do paramotor no Brasil.
Diferente do voo livre tradicional, a modalidade não exige o salto de montanhas, permitindo que a decolagem ocorra diretamente do chão plano por meio do empuxo de um motor acoplado às costas do piloto ou a um triciclo, sempre aliado à sustentação de uma vela de parapente.
Por depender apenas de áreas descampadas, os praticantes costumam se concentrar em pontos amplos do Distrito Federal e do Entorno, com destaque para o Balão do Periquito no Gama, o Parque Morro da Asa Delta e a Cachoeira do Tororó.
Devido ao tráfego intenso do aeroporto internacional e à segurança da sede dos Três Poderes, a navegação na capital exige o cumprimento de regras rígidas de controle do espaço aéreo, limitando voos na Esplanada dos Ministérios a datas com autorizações oficiais específicas.
Os interessados em experimentar o esporte sem experiência prévia podem realizar voos duplos de instrução, que custam em média de 250 a 350 reais, nos quais um profissional credenciado assume totalmente o controle do equipamento.
Já para aqueles que desejam pilotar a própria aeronave, escolas homologadas na região oferecem cursos de formação com aulas práticas e teóricas de meteorologia e navegação, garantindo a habilitação oficial exigida para a prática segura da modalidade.




