A fabricante deflagrou um mega recall global envolvendo mais de quarenta mil unidades do badalado SUV elétrico EX30, motivado por um risco crítico de superaquecimento e incêndio no conjunto de baterias de alta voltagem.
A medida emergencial provocou tremores imediatos no mercado financeiro, derrubando as ações da companhia e colocando em xeque não apenas os resultados do trimestre, mas a própria confiança que os consumidores depositam no emblema da marca europeia.
O epicentro do problema reside em um desvio de manufatura nas células de energia fornecidas por uma joint venture asiática ligada à própria controladora da Volvo.
Falhas minuciosas durante a produção permitem a formação de perigosos acúmulos de lítio dentro dos módulos, criando curtos-circuitos internos que podem evoluir rapidamente para fugas térmicas incontroláveis.
Esse cenário de pesadelo tecnológico materializou-se de forma assustadora no Brasil em novembro do ano passado, quando um veículo do modelo foi completamente consumido pelas chamas dentro de uma concessionária em Maceió, exigindo a mobilização de quatro caminhões dos bombeiros.
O recall atual formaliza os alertas paliativos que a empresa já vinha emitindo aos motoristas desde dezembro, quando orientou proprietários em diversos países a limitarem as recargas a setenta por cento da capacidade e a estacionarem seus veículos longe de edificações.
A convocação afeta diretamente as cobiçadas versões com motor único de longo alcance e os modelos de alta performance com motor duplo, representando uma fatia expressiva de tudo o que foi vendido do EX30 até o momento.
Nos bastidores do setor automotivo, a crise técnica desencadeou uma verdadeira guerra jurídica e corporativa.
Analistas de mercado estimam que apenas o custo bruto dos novos módulos de substituição possa beirar a casa dos duzentos milhões de dólares, um impacto indigesto para uma empresa que busca enxugar gastos operacionais.
A conta pesada rachou a relação entre as empresas parceiras na China, gerando processos judiciais milionários nos quais a fornecedora das células e as montadoras do grupo trocam acusações diretas sobre quem falhou no rigor da montagem final dos pacotes elétricos.
Para tentar estancar a sangria na imagem institucional, a diretoria da Volvo iniciou uma força-tarefa de comunicação para rastrear todos os proprietários afetados e guiar o processo de troca do maquinário defeituoso.
Especialistas em previsão automotiva avaliam que a gestão dessa crise precisará ser cirúrgica, visto que qualquer negligência prolongada atinge o coração da identidade da montadora.
Em meio ao turbilhão, a rede de fornecedores asiáticos assegurou que a falha estrutural foi mapeada e sanada nas novas linhas de produção, prometendo entregar componentes totalmente seguros para que a gigante sueca consiga virar essa página e retomar a expansão de sua frota eletrificada.




