O objetivo é claro: desenvolver um sistema de direção autônoma de baixo custo que dispense equipamentos caríssimos, como os sensores a laser (LiDAR) e radares complexos, permitindo que a tecnologia chegue ao mercado de massa.
A estratégia técnica lembra muito a abordagem adotada pela Tesla: o novo sistema, batizado de “Robo-Car”, aposta em um conjunto de sete câmeras padrão e um chip de processamento compacto.
A inteligência artificial da Autobrains é quem faz o trabalho pesado, aprendendo a ler o trânsito em tempo real e fundindo as imagens das câmeras com dados de satélite para navegar sem a necessidade de mapas de alta definição pré-carregados.
Na prática, a mudança já começou. Os testes pilotos para aprimorar a assistência ao motorista (o chamado Nível 2++) já estão rodando nos modelos atuais VF 8 e VF 9.
Já a versão mais avançada, que promete autonomia quase total (Nível 4), está sendo testada em zonas controladas na cidade de Hanói. A intenção da marca é expandir essa tecnologia gradualmente para o mercado internacional, provando que não é preciso gastar uma fortuna em hardware para ter um carro inteligente.




