A situação é particularmente crítica na Holanda, onde o Aeroporto Schiphol, em Amsterdã, registrou o cancelamento de 800 voos programados apenas para hoje, marcando o sexto dia consecutivo de interrupções severas em um dos terminais mais movimentados da região, o que obrigou mais de mil passageiros a pernoitarem nas instalações improvisadas com camas de campanha fornecidas pela administração aeroportuária.
O impacto do mau tempo não se restringe ao espaço aéreo, visto que a malha viária e ferroviária também sofreu paralisações drásticas, tendo como exemplo a Holanda, que amanheceram com mais de 700 quilômetros de congestionamento acumulado no trânsito, levando as autoridades a emitirem um apelo oficial para que a população priorize o trabalho remoto, enquanto a companhia ferroviária nacional aconselhou o adiamento de viagens não essenciais.
De acordo com dados meteorológicos, a intensidade do fenômeno é atípica, pois a cidade de De Bilt já registrou, apenas neste início de ano, um volume de neve superior ao acumulado nos últimos quatro anos somados.
A França também opera sob alerta laranja devido às baixas temperaturas, o que motivou a proibição da circulação de caminhões e ônibus escolares em cerca de um terço dos departamentos administrativos, principalmente na região norte.
Diante desse quadro, a autoridade de aviação civil francesa ordenou uma redução preventiva de 40% nas operações do aeroporto Roissy-Charles de Gaulle e de 25% em Orly, antecipando-se aos problemas de descongelamento de pistas e aeronaves que já causam atrasos em Bruxelas.
A previsão é que a frente fria continue seu deslocamento, atingindo com maior severidade o sul do Reino Unido entre quinta e sexta-feira, mantendo as autoridades britânicas em estado de atenção.




