Os preços do petróleo registraram alta de aproximadamente 2% nesta quinta-feira (1º) no mercado internacional, impulsionados pela decisão da China de suspender as exportações de derivados do produto.
A medida, que restringe os envios das refinarias chinesas apenas para Hong Kong e Macau, visa priorizar o abastecimento e garantir a disponibilidade no mercado interno do país. Com o anúncio, o contrato futuro do barril de Brent superou a marca de US$ 100, enquanto o índice norte-americano West Texas Intermediate (WTI) alcançou a cotação de US$ 92,48.
A restrição imposta pelo país asiático agrava um cenário de escassez global de combustíveis, já profundamente afetado pelas instabilidades geopolíticas em curso.
A capacidade mundial de refino opera com limitações severas em decorrência de ataques e gargalos logísticos desencadeados pelas guerras no Oriente Médio e na Ucrânia.
A suspensão repentina das exportações levanta incertezas entre analistas do setor sobre uma possível necessidade da China de ampliar suas importações de petróleo bruto para recompor estoques domésticos que sofreram reduções recentes.
Diante da crescente pressão sobre a oferta de diesel e da disparada dos preços aos consumidores finais, a pauta energética tornou-se alvo de negociações diplomáticas.
O governo dos Estados Unidos orientou parceiros europeus, como Alemanha e França, a utilizarem suas reservas estratégicas de emergência do combustível para ajudar a frear o encarecimento em escala global.
A articulação norte-americana ocorre como uma medida preventiva para estabilizar o mercado e evitar a necessidade de aplicar um bloqueio direto nas exportações de diesel do próprio país.




