Votação de uma ampla reforma do Código de Trânsito Brasileiro acabou sendo novamente adiada pela Câmara dos Deputados, forçando a comissão especial a empurrar a análise das duzentas e setenta propostas apensadas para o mês de setembro, visto que a quarta versão do parecer elaborado pelo relator não conseguiu reunir o apoio necessário entre as lideranças partidárias para avançar.
Resistência feroz nos bastidores do congresso gira em torno de temas altamente polêmicos como a liberação da habilitação para jovens de dezesseis anos e a flexibilização das regras de formação de novos condutores, pontos que mexem diretamente com os interesses comerciais das autoescolas e clínicas credenciadas, que temem o forte impacto das novas medidas nos seus faturamentos mensais.
Formação de motoristas já havia sofrido um forte abalo estrutural em dezembro do ano passado, quando o curso teórico se tornou opcional e gratuito pelo aplicativo oficial do governo, reduzindo drasticamente a carga horária mínima de aulas práticas para apenas duas horas, o que permitiu aos candidatos utilizarem veículos próprios com instrutores autônomos sem a intermediação tradicional.
Falta de um consenso sólido obriga os parlamentares a realizarem rodadas exaustivas de negociação com as diferentes bancadas até a próxima reunião, tentando encontrar um ponto de equilíbrio viável para a aprovação do texto, enquanto as regras de trânsito atualmente vigentes no país permanecem inalteradas, garantindo que os futuros condutores não sofram mudanças repentinas no curto prazo.




