A fabricante japonesa Toyota informou nesta segunda-feira que sua produção global de veículos sofreu uma retração de 3,9% no mês de fevereiro na comparação anual, totalizando pouco mais de 749.000 unidades.
O resultado marca o quarto mês consecutivo de queda no volume produtivo da companhia.
O balanço oficial indicou que, embora a demanda geral do mercado tenha permanecido aquecida, o ritmo de fabricação foi severamente impactado pela transição operacional nas linhas de montagem para a introdução da sexta geração de um de seus utilitários esportivos mais vendidos no mundo.
Em paralelo, as vendas globais da marca também recuaram 3,3%, registrando a primeira baixa em três meses.
O declínio produtivo mais expressivo foi registrado no Canadá, onde a produção despencou mais de 46%.
A forte retração ocorreu devido ao período de adaptação das instalações industriais locais, que receberam investimentos superiores a US$ 1.100.000.000 para a conversão tecnológica e fabricação do novo modelo redesenhado.
Como reflexo direto, a produção em toda a América do Norte encolheu 9,1%, apesar de as fábricas situadas nos Estados Unidos terem contrariado a tendência de baixa regional com um leve aumento de 3,4%.
Na China, o volume fabricado recuou 11,5% em meio à forte concorrência com as marcas domésticas de elétricos e ao menor número de dias úteis em decorrência do feriado do Ano Novo Lunar.
O Japão também apresentou uma redução de 2,6%, enquanto a operação na Europa foi na contramão global, com uma alta de quase 4% em sua capacidade.
O cenário de comercialização também apresentou resultados mistos entre as diferentes regiões do globo.
O mercado dos Estados Unidos continuou sendo o principal destaque positivo da montadora, com os emplacamentos subindo 3,2%, movimento impulsionado pela demanda sustentada e crescente por modelos de motorização híbrida.
No entanto, o desempenho fraco em outros polos econômicos importantes acabou neutralizando esses ganhos no balanço geral.
O volume de vendas despencou 13,9% no mercado chinês e registrou uma baixa de 8,3% no Japão, país que foi afetado por uma antecipação de registros antes do encerramento de um benefício fiscal ambiental.
Apesar do momento desafiador, relatórios corporativos apontam que a direção da empresa projeta um aumento de cerca de 6% na produção global para o trimestre entre abril e junho, mesmo com a previsão de readequação e redução nas unidades destinadas ao Oriente Médio.




