A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) reportou que a produção de automóveis no Brasil acumulou uma alta de 7,1% nos cinco primeiros meses de 2026, somando mais de 1,1 milhão de unidades fabricadas no período.
Apenas no mês de maio, o parque industrial brasileiro produziu 253,5 mil veículos e registrou o emplacamento de 274,7 mil unidades, consolidando o melhor resultado mensal do setor automotivo desde 2019.
A média diária de vendas alcançou a marca de 13,7 mil veículos, impulsionada pelo forte desempenho comercial dos carros de entrada vinculados ao programa Carro Sustentável e pelo crescimento de 7,7% na categoria de comerciais leves, que engloba picapes e furgões.
A expansão e a aceitação de novas tecnologias limpas no país foram motores fundamentais para esse avanço produtivo.
A participação de mercado dos veículos eletrificados saltou expressivamente de 10,6% para 19,5% em maio, estabelecendo um recorde com a comercialização de 21 mil elétricos puros e 30,7 mil modelos híbridos em um único mês.
Em contrapartida ao cenário positivo dos veículos de passeio, a frota pesada ainda enfrenta dificuldades estruturais, registrando quedas logísticas de 15,1% na produção de caminhões e 16,3% na de ônibus.
O setor aguarda a injeção estratégica de subsídios por meio do programa governamental Move Brasil 2 para reaquecer a demanda, enquanto monitora a alta global nos preços dos combustíveis, que pressiona os custos logísticos, a produção e a inflação.
A balança comercial automotiva do país também atravessa uma forte reconfiguração em 2026. As exportações nacionais sofreram uma retração severa, impactadas principalmente pela queda de 33,3% nas vendas para a Argentina, o maior parceiro comercial do Brasil na América do Sul, além de recuos nos mercados do Chile e do Uruguai.
No fluxo inverso, as importações de veículos dispararam, com a China assumindo a liderança isolada como a principal fornecedora do mercado nacional.
Entre janeiro e maio, o Brasil importou 108,4 mil unidades chinesas, uma alta acentuada de 86,6%, superando com folga as 71,3 mil unidades argentinas importadas no mesmo período.






