A partir deste sábado (14/03), o valor do insumo sofrerá um acréscimo de R$ 0,38 por litro nas refinarias da estatal.
Em comunicado oficial ao mercado, a companhia detalhou que o preço médio do diesel tipo A, que é o produto puro comercializado antes da adição obrigatória de biocombustíveis, passará a custar R$ 3,65 por litro.
Consequentemente, a participação efetiva da petroleira na composição do preço do diesel tipo B, que é a mistura final que chega às bombas dos postos para o consumidor, ficará fixada em uma média de R$ 3,10.
A administração da companhia de energia frisou que o impacto deste encarecimento nas bombas foi drasticamente mitigado pelo pacote de intervenção econômica anunciado pelo governo federal na quinta-feira 12/03.
A gestão federal zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre a importação e comercialização do combustível, garantindo um corte direto de R$ 0,32 no preço do litro, segundo os cálculos do Ministério da Fazenda.
Esse benefício fiscal foi somado à publicação de uma Medida Provisória que autoriza o pagamento de uma subvenção estatal de mais R$ 0,32 para produtores e importadores, totalizando um alívio teórico de R$ 0,64 por litro, condicionado ao repasse integral desse desconto à cadeia de consumo final.
Apesar desse esforço fiscal governamental, a estatal argumentou que a disparada do barril no mercado exterior tornou o reajuste interno financeiramente inadiável.
O histórico contábil da empresa aponta que a última alteração na tabela havia sido uma redução aplicada em maio de 2025, enquanto o último aumento datava de fevereiro de 2025, acumulando, desde dezembro de 2022, uma queda real de 29,6% nos preços repassados às distribuidoras quando descontada a inflação do período.
O epicentro dessa pressão inflacionária sobre os combustíveis brasileiros está localizado no Oriente Médio, onde a ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã completa 14 dias de hostilidades abertas.
Como manobra de retaliação tática, as forças iranianas impuseram um bloqueio total ao Estreito de Ormuz, a principal rota marítima global por onde transitam diariamente 20% de toda a produção mundial de petróleo e gás.
O estrangulamento desse gargalo logístico provocou um choque imediato na oferta internacional, catapultando as cotações financeiras globais.
O contrato futuro do barril tipo Brent, utilizado como referência global de precificação, encerrou a sexta-feira sendo negociado muito próximo à perigosa marca de US$ 100, o equivalente a cerca de R$ 520 no câmbio atual.
A escalada representa um salto especulativo de 40% em apenas 15 dias, visto que o mesmo barril custava cerca de US$ 70 antes do início da guerra, com a diplomacia iraniana chegando a emitir alertas severos de que o estrangulamento contínuo da região pode empurrar a commodity para a faixa de US$ 200 a curto prazo.




