O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) e a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) iniciaram nesta segunda-feira, dia oito de junho, uma pesquisa inédita para avaliar detalhadamente o Sistema de Transporte Público Coletivo.
O levantamento, realizado de forma presencial e diretamente dentro dos ônibus, tem como objetivo central medir a percepção dos usuários sobre a qualidade dos serviços prestados nas rodovias da capital.
A secretária de Transporte e Mobilidade, Sandra Holanda, destacou que a ação atende a diretrizes legais de participação social e integra as exigências da portaria que instituiu o Índice de Qualidade do Transporte (IQT) no ano de 2026.
A coleta de dados ocorrerá ao longo de trinta dias contínuos, englobando dias úteis e fins de semana, tanto nos horários de pico, com atenção especial às faixas das 5h às 7h da manhã e após as 19h, quanto nos períodos de entrepico.
Vinte pesquisadores voluntários do IPEDF, devidamente identificados, farão as entrevistas embarcadas com os passageiros.
A meta técnica estruturada para o projeto é consolidar 3.768 entrevistas, que serão distribuídas ao longo de 1.546 viagens de mais de 700 linhas diferentes, assegurando a cobertura de todas as bacias operacionais e regiões administrativas.
O diretor-presidente do IPEDF, Manoel Clementino, frisou que o rigor metodológico adotado é fundamental para garantir uma amostra que realmente retrate a realidade e os desafios diários da mobilidade urbana no Distrito Federal.
O questionário, formulado para ser respondido em poucos minutos, aborda uma vasta gama de indicadores operacionais.
Os passageiros avaliarão critérios como a pontualidade dos coletivos, o tempo de espera nas paradas, a duração total das viagens, a conservação e limpeza dos veículos, além da conduta e do atendimento das equipes de motoristas e cobradores.
A pesquisa também dará foco especial à eficiência da acessibilidade para idosos e pessoas com deficiência, bem como ao nível de conforto oferecido pelas infraestruturas de apoio, a exemplo dos terminais regionais e da Rodoviária do Plano Piloto.
Além da avaliação física, o levantamento mapeará os hábitos de deslocamento, as formas de pagamento utilizadas, a integração tarifária e a familiaridade do público com ferramentas digitais de informação, como o aplicativo DF no Ponto.
Após o encerramento da coleta de campo, os órgãos do governo realizarão o tratamento dos dados obtidos e deverão anunciar em breve a data de divulgação dos resultados oficiais.
Uma segunda rodada de entrevistas já está programada para o mês de novembro, com o propósito de validar a metodologia atual.
A partir de 2027, o processo de avaliação passará a ser executado anualmente, consolidando um diagnóstico contínuo para guiar melhorias na infraestrutura e nos contratos de concessão.






