O número de vítimas fatais em acidentes de trânsito envolvendo caminhões nas rodovias federais brasileiras alcançou 1.681 mortes entre janeiro e julho de 2026, representando uma alta de 4,54% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Dados divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) apontam um crescimento generalizado nas estatísticas do setor rodoviário de cargas: o total de ocorrências subiu de 10.593 para 10.822, enquanto o volume de feridos saltou de 11.180 para 11.243 pessoas.
O levantamento destaca a BR-116 como a rodovia mais perigosa do país no segmento, acumulando 1.753 registros de sinistros no período.
Paralelamente ao aumento da letalidade, a fiscalização registrou uma alta expressiva de 32% nas autuações por excesso de velocidade cometidas por condutores de veículos de grande porte, superando a marca de 560 mil infrações nos primeiros sete meses do ano.
As autoridades também emitiram alerta para o crescimento no uso de “rebites”, substâncias anfetamínicas utilizadas ilegalmente por motoristas para adiar o sono e estender exaustivas jornadas de trabalho.
As apreensões da droga em veículos de carga saltaram quase 18%, somando mais de 15,5 mil unidades recolhidas.
De acordo com o comando de Segurança Viária da PRF, a busca pelo cumprimento de prazos de entrega acirrados tem levado profissionais a assumirem condutas de altíssimo risco na direção, como ultrapassagens proibidas, abuso de velocidade e fadiga extrema.
A corporação reforça que, devido à grande massa dos caminhões, as colisões frequentemente resultam em graves consequências para ocupantes de veículos de menor porte e pedestres, exigindo maior conscientização sobre os limites de velocidade e o cumprimento rigoroso dos tempos de descanso estipulados por lei.




