A condução de veículos em países que adotam a circulação pelo lado esquerdo da via, sistema popularmente conhecido no Brasil como “mão inglesa”, exige que motoristas brasileiros substituam reflexos automáticos consolidados ao longo de anos.
Adotado em nações como Reino Unido, Japão, Austrália e África do Sul, o padrão espelha as regras viárias vigentes no Brasil, onde o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece como norma a circulação pela direita.
A alteração do fluxo altera dinâmicas de tráfego essenciais: ultrapassagens passam a ser realizadas pela direita, conversões à esquerda tornam-se trajetos mais curtos, e o contorno de rotatórias é feito no sentido horário, com a preferência de passagem concedida a quem se aproxima pela direita.
O risco de incidentes eleva-se em momentos em que o condutor age por hábito, como ao deixar postos de combustível, acessar vias secundárias sem movimento, religar o veículo após paradas prolongadas ou operar o volante, que na frota local passa a ser posicionado no lado direito do habitáculo.
A mudança de padrão também exige atenção redobrada da população pedestre.
Acostumados a checar primeiro o lado esquerdo das vias antes do atravessamento, brasileiros no exterior podem ser surpreendidos por veículos aproximando-se na direção oposta à esperada.
Especialistas em segurança viária recomendam a verificação nos dois sentidos da pista, o estudo das regras do país de destino, a consulta sobre a necessidade da Permissão Internacional para Dirigir (PID) e a realização de trajetos iniciais em horários de menor fluxo para assimilação dos comandos e manobras.



