O Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU) recolheu cerca de 20 toneladas de propaganda eleitoral irregular das vias públicas até a manhã desta segunda-feira (5), após o encerramento do primeiro turno das eleições.
A operação mobilizou centenas de garis para varrer santinhos e panfletos descartados massivamente ao redor dos centros de votação em regiões como Gama, Ceilândia, Samambaia, Santa Maria e Itapoã.
Flagrantes registrados por câmeras de segurança mostraram veículos lançando material impresso nas pistas durante a madrugada de domingo, prática enquadrada como crime eleitoral pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), passível de detenção e multas que podem chegar a R$ 15,9 mil.
Além do impacto imediato na limpeza pública, o descarte irresponsável de material impresso representa um risco severo para a infraestrutura e a mobilidade urbana do Distrito Federal, especialmente com o avanço da temporada de chuvas.
O acúmulo de toneladas de papel nas vias favorece o entupimento de bocas de lobo e galerias pluviais, elevando o perigo de alagamentos em pontos críticos do sistema viário.
A obstrução da drenagem urbana cria poços de retenção de água no asfalto, prejudica a aderência dos pneus, esconde buracos e aumenta a probabilidade de acidentes e retenções no trânsito durante os horários de pico.
A combinação entre a sujeira deixada pelas campanhas e as tempestades previstas para a região exige uma resposta rápida do poder público e a cooperação da população no envio de denúncias.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) orienta que registros de derrame de santinhos e propaganda irregular sejam encaminhados pelo aplicativo Pardal para a identificação dos candidatos e equipes responsáveis.
Para situações de infração em andamento, a Secretaria de Segurança Pública do DF orienta o acionamento imediato das forças policiais via 190 para mitigar os danos à segurança e à trafegabilidade das cidades.




