A operação resultou na confiscação de mais de um milhão de litros de diesel e na detenção de 15 tripulantes estrangeiros.
O incidente não é um fato isolado, mas parte de uma escalada perigosa que ocorre apenas um dia antes de uma rodada crucial de negociações nucleares entre Washington e Teerã, programada para acontecer em Omã.
O cenário diplomático foi contaminado por confrontos diretos ocorridos no início da semana.
Na última terça-feira, a Marinha dos Estados Unidos protagonizou um confronto no Mar da Arábia, a cerca de 500 milhas da costa iraniana. Um caça furtivo F-35C, que decolou do porta-aviões USS Abraham Lincoln, abateu um drone iraniano modelo Shahed-139.
O Comando Central dos EUA informou que a aeronave não tripulada se aproximou de forma agressiva e ignorou as tentativas de desescalada, forçando a destruição do equipamento em legítima defesa.
Horas após o abate do drone, outro episódio elevou a temperatura no Estreito de Ormuz, quando lanchas rápidas iranianas tentaram interceptar o navio-tanque de bandeira americana M/V Stena Imperative, ameaçando abordar a embarcação.
O petroleiro precisou ser escoltado por um contratorpedeiro e aeronaves da Força Aérea dos EUA para seguir viagem em segurança.
Apesar do clima beligerante, a Casa Branca confirmou que pretende manter a agenda diplomática.
Enviados especiais americanos, como Steve Witkoff e Jared Kushner, são esperados em Omã nesta sexta-feira (06/02) para dialogar com o Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.
No entanto, a retórica em Teerã endureceu, assim figuras ligadas ao governo iraniano chegaram a alertar que o Estreito de Ormuz poderia se transformar em um cenário de massacre caso as hostilidades continuem.




