Guerra no Oriente Médio cancela 43.000 voos e gera perdas diárias de US$ 600.000.000

Foto: Pixabay
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A escalada do conflito militar envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã provocou a paralisação do setor aéreo em todo o Oriente Médio, gerando a mais grave crise logística na região desde a pandemia.

O monitoramento de tráfego aéreo da empresa Cirium revelou que 43.000 dos cerca de 78.500 voos comerciais programados com origem ou destino no Golfo foram cancelados entre o dia 28 de fevereiro e o dia 9 de março.

A eclosão das hostilidades forçou 8 nações a fecharem preventivamente seus espaços aéreos, incluindo os territórios do Irã, Israel, Jordânia, Catar, Bahrein, Kuwait e os Emirados Árabes Unidos.

A retaliação iraniana, que mirou bases militares americanas e instalações estratégicas na península arábica, transformou o controle de tráfego aéreo da região em um ciclo intermitente de bloqueios, forçando aeronaves a permanecerem no solo e deixando milhares de passageiros sem rotas de conexão.

As companhias sediadas nos principais polos logísticos da região operam em modo de contingência extrema.

A Emirates confirmou que sua programação reduzida será mantida pelo menos até o dia 28 de março, tendo retomado apenas uma malha limitada de decolagens no dia 16 de março após sofrer interrupções temporárias na mesma manhã.

A Qatar Airways mantém o status de restrição severa, realizando um número reduzido de voos diários exclusivamente por meio de corredores aprovados pelas autoridades locais, visto que o espaço aéreo catari permanecia oficialmente fechado até o dia 16 de março.

A Etihad Airways conseguiu operar apenas 29 rotas a partir de Abu Dhabi no dia 11 de março, enquanto a Gulf Air precisou evacuar 45 de suas aeronaves do Bahrein, transferindo a base operacional para a Arábia Saudita e realizando apenas 3 rotações diárias.

O isolamento foi agravado pela retirada de dezenas de companhias internacionais, com empresas como British Airways, Air Canada, Lufthansa, Finnair e KLM suspendendo operações para a região e estendendo os cancelamentos para os meses de abril e maio.

O estrangulamento aéreo desencadeou um prejuízo econômico devastador em múltiplas frentes.

O Conselho Mundial de Viagens e Turismo calcula que o setor turístico do Oriente Médio está perdendo cerca de US$ 600.000.000 por dia em receitas não realizadas pelos visitantes.

Apenas na 1ª semana de ataques iranianos, mais de 80.000 reservas de aluguéis de curto prazo foram canceladas na cidade de Dubai.

A crise atingiu em cheio os custos operacionais da aviação global, com o preço do barril de combustível de aviação saltando da faixa de US$ 85 a US$ 90 para o patamar de US$ 150 a US$ 200.

Os desvios forçados para evitar a zona de conflito acrescentam de 300 a 800 milhas náuticas às rotas originais, gerando um custo operacional extra de até US$ 60.000 por único trecho de longo curso.

Economistas vinculados ao Centro Internacional de Estudos Estratégicos alertaram que a persistência do conflito forçará a transferência definitiva de polos de conexão para fora do Golfo, inaugurando uma era de passagens aéreas inflacionadas e perda de bilhões em faturamento para os países árabes.

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