A dívida bruta do governo geral (DBGG) alcançou 77,6% do PIB em julho — R$ 9,6 trilhões —, alta de 0,9 ponto percentual ante junho, segundo o Banco Central. A dívida líquida do setor público avançou para 63,7% do PIB.
No mês, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 66,6 bilhões. O resultado negativo veio de R$ 56,4 bilhões no Governo Central, R$ 8,1 bilhões em Estados e municípios e R$ 2,1 bilhões nas estatais. Em 12 meses, o primário acumula déficit de 0,22% do PIB.
O salto da relação dívida/PIB foi puxado, sobretudo, pelos juros nominais apropriados (+0,8 p.p.), por emissões líquidas de dívida (+0,4 p.p.) e pela desvalorização cambial (+0,1 p.p.), parcialmente compensados pela variação do PIB nominal (-0,4 p.p.).
Os juros nominais somaram R$ 109 bilhões em julho e atingem 7,64% do PIB em 12 meses; o déficit nominal acumulado chegou a 7,86% do PIB, indicando que o custo do endividamento segue pressionando as contas públicas — e a promessa de ajuste do governo federal.
Em síntese: sem cortar gastos e conter o avanço do serviço da dívida, a aritmética fiscal continua desfavorável — e o contribuinte, como sempre, paga a conta.
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Hamilton Silva
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