Um levantamento realizado pela seguradora Loovi com base nos dados do primeiro semestre de 2026 apontou o Ford Ka, o Chevrolet Onix e o Volkswagen Gol como os três veículos com maior volume absoluto de registros de roubo e furto em sua carteira de clientes.
A lista dos dez modelos mais atingidos na amostra contempla ainda o Hyundai HB20, Renault Sandero, Fiat Argo, Renault Logan, Fiat Uno, Fiat Palio e Volkswagen Voyage.
A alta representatividade dessas versões reflete diretamente o elevado volume de unidades em circulação nas vias urbanas e a expressiva demanda por componentes no mercado clandestino de peças de reposição, especialmente no caso de veículos descontinuados das linhas de montagem nacionais.
Os dados consolidados de segurança pública revelam que o Brasil registrou 308.440 ocorrências de subtração veicular em 2025, o que representa uma média diária de 845 casos e um recuo de 14,3% em relação às 345.503 estatísticas anotadas em 2024.
Do montante contabilizado no último ano, 203.949 casos corresponderam a furtos, caracterizados pela ausência de violência ou ameaça direta, enquanto 104.491 foram classificados como roubos.
Apesar da redução mais acentuada nas abordagens violentas, o indicador reforça a vulnerabilidade do patrimônio automotivo no país, onde apenas 27,8% da frota de automóveis de passeio dispunha de cobertura securitária ativa ao final de 2025.
Especialistas e entidades do setor orientam que a prevenção contra crimes patrimoniais exige a adoção de hábitos de segurança viária e o uso complementar de tecnologias de proteção.
As recomendações incluem o uso de estacionamentos privativos, a verificação do travamento das portas, o não armazenamento de objetos à mostra no interior do habitáculo e a instalação de rastreadores, travas físicas ou alarmes perimétricos.
Em situações de abordagem armada ou assalto, a diretriz das forças policiais instrui os condutores a não esboçarem reação e priorizarem integralmente a preservação da integridade física.




