O montante representa um salto expressivo de dezoito por cento em relação ao desempenho do ano anterior, superando até mesmo o limite superior das projeções mais otimistas da própria companhia, que estimavam um teto de sete bilhões e meio.
Embalada pelo excelente momento financeiro, a diretoria da terceira maior fabricante de aviões do mundo já traçou perspectivas ambiciosas para dois mil e vinte e seis, projetando a entrega de até duzentos e cinquenta e cinco jatos e uma arrecadação que pode romper a barreira dos oito bilhões e meio de dólares.
Ao longo de dois mil e vinte e cinco, a Embraer entregou duzentas e quarenta e quatro aeronaves, encerrando o período com uma carteira de pedidos firmes avaliada em impressionantes trinta e um bilhões e seiscentos milhões de dólares.
A divisão de jatos executivos roubou a cena com uma receita que disparou vinte e cinco por cento, impulsionada pelo recorde absoluto de cento e cinquenta e cinco unidades entregues a clientes de alto padrão.
Paralelamente, a unidade de Defesa e Segurança também demonstrou força, registrando um salto de quarenta e oito por cento na arrecadação apenas no quarto trimestre do ano.
O balanço financeiro do último trimestre confirmou a solidez da operação ao registrar dois bilhões e sessenta e cinco milhões de dólares, superando com folga o consenso dos analistas de mercado.
O fluxo de caixa livre ajustado do ano totalizou quase quinhentos milhões de dólares, permitindo que a empresa transitasse para uma confortável posição de caixa líquido.
Apesar dos números superlativos, a gestão precisou lidar com obstáculos tarifários significativos, enfrentando mais de cinquenta milhões de dólares em custos de importação impostos pelos Estados Unidos durante o ano, o que gerou certa pressão sobre as margens de lucro.
Contudo, o horizonte regulatório se mostra favorável, visto que a companhia agora está estrategicamente posicionada para se beneficiar da recente restauração da política de tarifa zero implementada pela nova administração norte-americana.
Com os ventos comerciais soprando a favor, a cúpula da divisão de aviação comercial da Embraer definiu como meta principal restaurar o volume de entregas aos robustos níveis registrados antes da pandemia.
O planejamento estratégico prevê despachar entre oitenta e oitenta e cinco aeronaves comerciais neste ano, com a expectativa real de ultrapassar a marca de cem unidades anuais em um prazo máximo de dois anos, dada a forte demanda internacional.
Para sustentar esse crescimento a longo prazo, a diretoria já confirmou que está em negociações avançadas para firmar parcerias estratégicas vitais na Índia e nos Estados Unidos.
Curiosamente, mesmo com a divulgação desse balanço impecável, os papéis da companhia enfrentaram leve retração no último pregão da semana, refletindo uma cautela residual dos investidores institucionais quanto aos impactos tardios das pressões tarifárias sobre as margens operacionais globais.




