Celebrado nesta terça-feira (22), o Dia Mundial sem Carro convida a sociedade a refletir sobre a dependência excessiva dos automóveis e a distribuição justa do espaço viário nas cidades brasileiras.
A data não busca demonizar o uso do veículo particular, mas questionar se os municípios oferecem alternativas seguras, confortáveis e eficientes, como transporte público de qualidade e ciclovias estruturadas.
As estatísticas reforçam a urgência de repensar as vias. Em 2024, o Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito, sendo que motociclistas, pedestres e ciclistas representaram cerca de 61% desse total, evidenciando a enorme vulnerabilidade nas ruas.
Especialistas apontam que incentivar a mobilidade ativa exige planejamento urbano adequado. Calçadas contínuas, iluminação eficiente e cruzamentos seguros são fundamentais para que caminhar ou pedalar não signifique assumir riscos de vida.
O transporte coletivo também é peça-chave na transição viária. Frequência, integração, acessibilidade e previsibilidade são fatores determinantes para que a população consiga deixar o automóvel em casa por escolha real e segura.
A campanha integra a Semana Nacional de Trânsito 2026, cujo lema “Desacelere” propõe ir além do controle de velocidade, estimulando a construção de espaços onde a vida humana seja o foco central do planejamento urbano.




