A companhia aérea Lufthansa estendeu a suspensão de voos para Dubai e Tel Aviv até o dia 31 de maio, enquanto as rotas para Abu Dhabi, Beirute e Teerã permanecerão canceladas até 24 de outubro.
A medida reflete o agravamento do cenário de segurança no Oriente Médio, à medida que o conflito atinge sua quarta semana sem sinais de arrefecimento.
O corte na programação é considerado um dos mais abrangentes realizados por uma empresa europeia desde o início das hostilidades, no dia 28 de fevereiro.
A British Airways seguiu a mesma diretriz e confirmou o cancelamento de todos os voos para Amã, Bahrein, Dubai e Tel Aviv até 31 de maio, além de suspender os serviços para Doha até 30 de abril e as operações para Abu Dhabi até o final deste ano.
A justificativa técnica apresentada pela direção da empresa baseia-se na contínua incerteza e na instabilidade estrutural do espaço aéreo.
A Air France prolongou os cancelamentos para Dubai e Riad até 31 de março, e para Tel Aviv e Beirute até 4 de abril.
A parceira holandesa KLM estendeu a suspensão para Dubai, Riad e Dammam até 17 de maio. Os passageiros afetados estão recebendo opções de remarcação gratuita ou o reembolso integral das passagens.
As interrupções impactam de forma severa as companhias regionais e de baixo custo.
A Wizz Air registrou a retirada de rotas partindo de Budapeste para Dubai, Abu Dhabi, Amã e Jidá até o final de setembro, com uma estimativa gerencial de impacto financeiro adicional na casa dos 50.000.000 de euros para o atual ano fiscal.
A letã airBaltic implementou uma das paralisações mais longas do mercado, cancelando voos para Dubai até 24 de outubro de 2026 e para Tel Aviv até 29 de abril.
Operações de companhias como Aegean Airlines e Finnair também sofreram suspensões de rotas que se estendem, respectivamente, até os meses de maio e julho.
O efeito cascata dos cancelamentos forçou o setor aéreo europeu a realocar suas aeronaves para o atendimento de mercados na Ásia e na África, ampliando a capacidade de voos para destinos como Bangkok, Singapura e Nova Délhi.
Em paralelo, o mercado de seguros reclassificou grande parte do espaço aéreo do Oriente Médio como uma zona de risco elevado, o que resultou no aumento direto dos prêmios das apólices de viagem.
Além do fator financeiro, os voos internacionais que necessitam ser redirecionados por corredores aéreos seguros sobre Atenas, Istambul e Cairo estão sofrendo um acréscimo de três a cinco horas no tempo total de viagem.




