As companhias aéreas de todo o mundo estão elevando os preços das passagens, reduzindo a oferta de voos e aplicando sobretaxas para lidar com o encarecimento do combustível de aviação.
O insumo praticamente dobrou de preço desde o início dos conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã, que geraram perturbações no Estreito de Ormuz.
Nos Estados Unidos, empresas como a United e a Delta lideram os reajustes, repassando perdas bilionárias aos passageiros por meio de aumentos de até 20% nas tarifas e novas taxas de bagagem.
Executivos do setor já sinalizaram que os valores elevados vieram para ficar: com os viajantes mantendo um ritmo recorde de reservas, as companhias afirmam não ter incentivos para baratear os voos, mesmo que os custos do combustível voltem a cair no futuro.
A crise atinge de forma severa os mercados europeu e da Ásia-Pacífico. Na Ásia, operadoras como a Cathay Pacific e a Cebu Pacific precisaram aplicar fortes sobretaxas e cortes operacionais, enquanto o racionamento de combustível forçou a suspensão total de voos domésticos em Mianmar e expressivas reduções nas Filipinas e no Vietnã.
Na Europa, a alemã Lufthansa anunciou o cancelamento de vinte mil voos curtos até outubro como medida drástica de economia.
O cenário no continente é de alerta máximo, com a Agência Internacional de Energia advertindo que os estoques europeus de querosene de aviação podem durar apenas mais seis semanas caso o bloqueio logístico no Oriente Médio persista.
Em contrapartida ao pessimismo global, a Emirates projeta um cenário de forte recuperação.
O presidente da companhia, Tim Clark, destacou que a empresa sediada em Dubai já opera com cerca de 65% de sua capacidade, com apenas uma pequena parcela de sua malha ainda bloqueada.
A expectativa da operadora é de que o polo de aviação dos Emirados Árabes Unidos retorne à normalidade em questão de semanas após o fim dos conflitos, sustentando a meta de se manter como a companhia aérea mais lucrativa do mundo até o final do ano









